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terça-feira, 5 de julho de 2011

Coquetéis sofisticadamente simples







no número 47 da rua Scott, um bar de 24 lugares em Tucson, Arizona, que serve alguns dos coquetéis mais criativos dos Estados Unidos. Saltados da imaginação de Ciaran Wiese, esses refrescos ultramodernos marcam uma casta ascendente de bartenders, mais aparentados com candidatos a médicos que trabalhadores do setor de serviços, cujo comando sobre o canhão crescente da geração de drinks misturados, não só variações dos clássicos, mas variações das variações. Graças a praticantes como Wiese, vivemos em uma época de coquetéis que só não brilham mais porque não estão embrulhados com platina, reforçados com titânio e guarnecidos com mercúrio.

Mas há outro lado da moeda para essa eflorescência criativa, crescendo de acordo com o que o verão americano faz suar e a demanda por refrescos cresce: a distância entre coquetéis da moda e coisas que podem ser feitas em casa tornou-se um hiato.
Enquanto ingredientes desconhecidos poderiam ser em parte culpados, o número total de itens encontrados em muitos drinks já apresenta um enigma psíquico.
Não importa o quão refrescante é a recompensa, há uma hora em que fazer o drink se sobrepõe à habilidade de aproveitá-lo, tanto que se fica contemplando uma bancada lotada de bebidas excêntricas, gotas grudentas de um suco cítrico, inalando vapores finos de lavanda, cuja infusão levou três semanas, ponderando um coquetel que está se dissipando rapidamente e imaginado se isso tudo valeu a pena.
É por isso que pedimos a alguns dos maiores bartenders do país (veteranos e novatos, liberais e conservadores) para criarem refrescos simples feitos para consumo de verão. Nossos parâmetros foram rigorosos: três ingredientes, sem infusões sofisticadas.
Não contamos componentes básicos como açúcar, calda simples e água com gás, e permitimos guarnições simples como misturas, fatias de frutas e ramos de ervas. Omitimos nomes de marcas quando possível, pois matar a sede não deve exigir uma viagem a uma casa de bebidas melhor no lado distante da cidade.
Nosso objetivo era simples: muita refrescância, mínimo esforço.
“Estou feliz que há pessoas por aí que estão fazendo coisas estranhas, inovando e fazendo novos drinks”, disse St. John Frizell, proprietário do Fort Defiance no Brooklyn. “Mas não é para mim”. Antes de abrir seu bar, ele gastou 18 meses afiando suas habilidades no Pegu Club, lounge de coquetéis em Manhattan, que formou alguns dos misturólogos mais inovadores da cidade.






terça-feira, 7 de junho de 2011

O poder do otimismo

Nem todo dia o sol amanhece brilhando, é verdade. Mas, por mais nublada que esteja a realidade, se esforçar para ver uma luz no fim do túnel tem efeito transformador sobre a saúde, os relacionamentos e o sucesso profissional.

Todo mundo tem dias em que acorda de baixo-astral, achando que alguma coisa vai dar errado, e outros em que parece que nada vai impedir a nossa felicidade. É humano, normal e bem comum nessa época de recomeço: juntamente com as expectativas e o frescor de um novo ano, vem o medo de não dar conta de realizar o que a gente quer, de não dar tempo, não dar certo… Qual o segredo para driblar a insegurança e não desanimar no meio do caminho? Pensar positivo e ir em frente. Mas calma lá: não se trata de cruzar os dedos e repetir como um mantra que tudo vai acabar bem. É preciso agir. “Em vez de apostar no otimismo como uma solução mágica, você deve transformar o pensamento em motivação para realizar seu desejo. Arrumar um namorado, emagrecer ou fazer a viagem dos seus sonhos”, por exemplo, fala a psicóloga Angelita Corrêa Scárdua, de Vitória.
Fé no futuro
Sejamos realistas: problemas sempre vão existir. A maneira como você os enfrenta é que faz toda a diferença. “Enquanto o pessimista acredita que é a pessoa mais azarada do mundo e que tragédias só  acontecem com ele, o otimista vê o conflito como parte da vida e procura nele uma oportunidade para crescer”, explica a especialista em comportamento humano Roselake Leiros, da CrerSerMais, em São Paulo.
Ok, há situações que parece impossível encarar de um jeito positivo. Como ser demitida, por exemplo. No entanto, em vez de se isolar com vergonha da situação ou medo de gastar as economias, uma atitude otimista seria aproveitar o tempo livre para estudar e se preparar para uma próxima oportunidade de trabalho. Ou fazer como a escritora Gisela Rao, 46 anos, de São Paulo, quando foi mandada embora. “Peguei o dinheiro da indenização e realizei meu sonho antigo de conhecer Roma”, conta. “Na volta, havia várias propostas de trabalho me esperando.” Gisela é otimista de carteirinha: até criou um blog (o www.vigilantesdaautoestima.zip.net) para espalhar o pensamento positivo entre as internautas. “Quando você se coloca em primeiro lugar e tem coragem para fazer o que acredita, só atrai coisas boas”, diz.
Otimismo no DNA?
Por que algumas pessoas encaram a vida com leveza enquanto, para outras, é duro não pensar que, em algum momento, algo vai desandar? A genética tem parte da resposta.
Um estudo de 2009 realizado pela psicóloga britânica Elaine Fox, da Universidade de Essex, revelou que pessoas que carregam um determinado gene associado ao transporte de serotonina no cérebro têm mais predisposição a focar nos aspectos positivos da vida, já que o neurotransmissor é responsável por regular o humor e a sensação de prazer. De acordo com o levantamento, quem não conta com o tal gene do otimismo apresenta maior potencial para sofrer de depressão. Mas isso não é desculpa para cruzar os braços e esperar que o universo faça sua parte. Mesmo com o aval da ciência, os especialistas concordam que a genética pesa pouco na formação da personalidade otimista.
O que conta mesmo é o compromisso de cada um com a felicidade. Para a banqueteira Tatá Cury, 44 anos, de São Paulo, ele é prioridade. Depois de sofrer um acidente que lhe rendeu quatro meses na UTI e mais de 100 pontos na barriga, ela ainda teve que enfrentar o fim traumático do seu casamento e da sociedade com o ex-marido no negócio que abriram juntos. Ela sofreu, mas tirou tudo de letra: levantou o empreendimento, casou de novo e escreveu um livro de receitas – de pratos e de otimismo. “Quando fico desanimada, penso na família, na equipe e nos amigos incríveis que tenho e percebo que não há motivo para alguma coisa dar errado”, fala.
Melhor do que remédio
Não bastasse o lucro emocional de escolher ver a vida pelo lado bom, a ciência já provou que, com isso, você também sai ganhando em saúde e longevidade. A conclusão é da pesquisadora Hilary Tindle, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Na pesquisa conduzida com mulheres em 2009, ela descobriu que as mais otimistas e felizes tinham menos risco de desenvolver doenças do coração, pressão alta e diabetes. O porquê: “Pessoas mais positivas lidam melhor com o stress, tendem a se cuidar mais e responder melhor a tratamentos médicos”, explica Hilary no estudo. “Elas se exercitam com mais frequência, fumam menos e têm um estilo de vida que reflete na saúde.”
Você também fica mais bonita quando está de bem com a vida. É que, mantendo distância do stress e da tristeza, você evita as alterações hormonais e a geração de radicais livres que aceleram o envelhecimento e resultam no aparecimento de rugas, manchas, oleosidade e perda de elasticidade cutânea. Fora as doenças manifestadas na pele e associadas às emoções, como psoríase e alergias.
Causa (não efeito) do sucesso
Suas chances de ir mais longe na carreira, assim como nos anos de vida, é outra consequência do pensamento positivo. “A disposição para experimentar coisas novas e solucionar problemas e a autoconfiança são características típicas da pessoa otimista e bastante valorizadas no ambiente profissional”, fala Angelita. “E, como ela tende a ser mais sociável e produtiva, também tem mais chances de ser bemsucedida no trabalho.”
Sempre vai haver quem diga que só consegue ser feliz e positiva quem tem um emprego legal, com um salário bacana e um chefe camarada. Um estudo da Universidade de Riverside, nos Estados Unidos, no entanto, defende o contrário: estar de bem com o mundo é causa, e não consequência, do sucesso. “Quem está satisfeita com a própria vida e cultiva ideias positivas tem mais energia para correr atrás do que quer e acreditar que é capaz de superar os obstáculos do caminho”, observa Angelita Corrêa Scárdua.
Quando o otimismo é demais
Pensamento positivo não faz mal a ninguém, certo? Quase sempre a regra é essa, mas, quando ele é exagerado e não vem acompanhado de ação (e uma dose de pé no chão), pode se tornar um problema. Como no caso daquela amiga que insiste em dizer que as brigas no casamento, que duram anos, são apenas uma fase. Ou a outra, que vive endividada, mas não deixa de gastar fortunas em sapatos, como se não houvesse nada errado. “O otimismo excessivo é uma estratégia de defesa de quem, no fundo, não quer enfrentar o problema real”, fala Angelita Scárdua. “Alimentando a ilusão de que a crise não existe, você adia  a solução do problema e só faz o conflito crescer.”
Exercite seu poder positivo
Ponha em prática nossas ideias para ver a vida com mais alegria:
1. Tome posse de suas conquistas
Recebeu um elogio do chefe? Não pense que ele só está de bom humor ou tem segundas intenções. Aquele gato a convidou para sair? Não ache que ele não  tem companhia melhor, mas que está, sim, a fim de ver você. Você merece tudo de bom.
2. Acumule as alegrias
Assista uma comédia romântica, veja um programa bobo na tevê, escute uma música dançante, fale besteira com as amigas. Abrir espaço para o divertido da vida ajuda a levar as coisas menos a sério e afastar atitudes negativas.
3. Troque ideias
Dividir seus pontos de vista e escutar opiniões diferentes sobre um mesmo tema são maneiras de se conhecer melhor, valorizar-se e ver a vida sob outra perspectiva.
4. Evite palavras negativas
Cuidado com frases do tipo: “Não tenho mesmo sorte com os rapazes”, “Era muito bom para ser verdade” ou “Eu não mereço tudo isso”. Por mais que sejam da boca para fora, elas acabam convencendo seu cérebro e, aos poucos, destruindo a sua autoconfiança.


retirado de: 

Qual a idade do seu cabelo?

O tempo de vida dos fios não tem nada a ver com o número que está na sua carteira de identidade, e sim com o comprimento deles. Cabelo longo sofre mais e, por isso, merece muito cuidado


Entra tendência, sai tendência - corte chanel como o da Sandy, moicano como o da Guilhermina Guinle, na altura dos ombros como o da Paola Oliveira... - e a brasileira gosta mesmo é de cabelo comprido. Uma pesquisa da marca de cosméticos Redken, realizada em 2009, comprova o que a gente vê nas ruas: quase 50% das mulheres brasileiras têm fios longos. Mas o que é o nosso maior trunfo de sedução também é uma grande ameaça: cabelo comprido é cabelo velho e isso pouco tem a ver com a idade cronológica. "É fato que uma mulher de 40 anos começa a apresentar fios mais porosos, menos  densos e ralinhos por causa da oscilação hormonal. Mas quem tem cabelo longo também enfrenta os mesmos problemas", fala Maria Fernanda Gavazzoni, dermatologista do Rio de Janeiro.
Faça as contas: se o cabelo cresce 1 centímetro por mês, as pontas que alcançam o sutiã (35 centímetros, em média) somam cerca 3 anos de vida sofrendo a ação do sol, do vento, do banho, da escovação, do elástico, da natação, do travesseiro... Junte a isso o dano causado pelo secador, alisamento, pela chapinha, coloração e você pode prever o resultado. "Externamente, a fibra capilar perde a gordura natural de proteção, abrindo suas escamas e deixando o cabelo ressecado, áspero e sem brilho. Surgem pequenas fraturas que vão removendo a queratina e expondo o córtex, a parte interna do fio, enfraquecendo-o e deixando o cabelo mais ralinho", completa Maria Fernanda.
O quadro tem solução - e não passa por um corte radical! Tratar o efeito do tempo nos fios é a promessa de uma nova leva de produtos. Com o apelo anti-idade no rótulo, xampu, condicionador, máscara e leave-in resgatam força, brilho e maciez de quem não abre mão de desfilar um cabelão. Conheça as novidades a seguir e adote novos hábitos para que não só a sua pele mas também o seu cabelo tenha cara de 18 aninhos de idade.
1. Trato é trato
Se você não abre mão de cabelo comprido, comprometa-se: ele vai precisar de cuidado extra. A cada 15 dias, aplique uma máscara nutritiva em casa - não faltam bons cosméticos para isso! "E, a cada dois meses, invista num tratamento no salão, como a cauterização, a reposição de queratina ou a plástica capilar", diz Samuel Jabes, hairstylist do Vimax, em São Paulo. Todos esses procedimentos têm o mesmo objetivo: devolver hidratação e a estrutura da fibra capilar que ficou enfraquecida com a ação do tempo. O resultado? Mais força, maciez e brilho.
2. Sem esfrega esfrega
Se ele é o seu bem mais precioso, lave-o com muita delicadeza como se fosse aquele vestido de seda pura. Como fazer? Espalhe o xampu na palma das mãos e, então, aplique-o no couro cabeludo, massageando toda a área com a ponta dos dedos.  Em vez de enrolar o comprimento no topo da cabeça e esfregá-lo (o que pode abrir ainda mais as escamas da fibra), leve a espuma que se formou da raiz às pontas. "Ela já é suficiente para deixar o cabelo limpo", fala Renata Souza, especialista em cabelo, do salão Laces and Hair, em São Paulo.
3. Desenrole o nó
Quem desembaraça os fios no banho, merece um ponto positivo. Mas para você ganhar nota máxima, vale trocar o pente de dentes largos por uma escova quadrada do tipo raquete. "Ela garante 100% de fios soltinhos, não machuca o couro cabeludo e tem dentes flexíveis que não quebram o cabelo", conta Samuel. Em tempo: espalhe o condicionador da altura do pescoço para baixo antes de desatar os nós.
4. Molhado, não!
Uma informação preciosa: quando os fios estão molhados, eles ficam mais flexíveis e, por isso, quebram facilmente. Por isso, não vá para a cama enquanto eles não secarem (naturalmente ou com a ajuda do secador). Também evite prendêlos ainda úmidos - encharcados, nem pensar - com elásticos sem revestimento (ai, aquele de dinheiro!) ou fivelas apertadas. Um coque solto, que cria um visual Gisele Bündchen, fica liberado.
5. Protegido do calor
Não basta ser comprido. O cabelo tem que ser liso também. No mínimo, sem frizz, não? Secador, escova e chapinha entram na jogada para você desfilar o visual dos seus sonhos. Tudo bem desde que você recorra a um produto com proteção térmica antes de usar os aparelhos. Estamos falando de cremes, sprays e silicones que encapam os fios e evitem que eles fritem literalmente. O efeito você já conhece: ressecamento, pontas duplas, desbotamento...
6. Ajuste que não aparece
Ainda que você siga um ritual cuidadoso com o seu cabelo comprido, uma hora ou outra vai ter que encarar a tesoura. Não, não estamos falando de uma mudança radical. "Tenho várias clientes que morrem de medo de tirar o comprimento e só aparecem no salão uma vez por ano. Com essa periodicidade, vou ter que cortar muito mais do que se fizesse um controle a cada três meses", diz Samuel. Acompanhe a matemática: se o fio cresce 1 centímetro por mês, em 3 meses, ele está 3 centímetros maior, certo? Para tirar as pontas, basta cortar 1,5 centímetro. Você ainda fica no lucro!


Tire suas dúvidas sobre pele oleosa

Não há quem não se incomode com o rosto constantemente gorduroso e brilhante. A culpa é da produção exagerada de sebo, que, embora seja uma tendência definida pela genética, pode ser controlada. As dermatologistas Valeria Campos, de Jundiaí (SP), e Renata Domingues, do Rio de Janeiro, esclarecem como



P. Preciso usar hidratante facial mesmo assim?
R. Sim, pois a película de gordura que se forma na superfície da pele não garante a hidratação das camadas cutâneas mais profundas. Além disso, como a oleosidade costuma se concentrar na testa, nariz e queixo, é comum ter áreas ressecadas nas bochechas e no pescoço. Para hidratar sem piorar a sensação de rosto engordurado, o melhor é escolher um cosmético em gel, gel-creme ou loção livre de óleo e, de preferência, com ação matificante, que absorve o excesso de brilho e mantém a pele com aspecto sequinho. Fórmulas com alfa-hidroxiácidos (como ácido lático ou glicólico) são uma boa pedida: hidratam, reduzem a produção de sebo e estimulam a renovação das células.


P. Posso usar demaquilante bifásico no rosto inteiro?
R. Esse tipo de produto é indicado para facilitar a remoção de cosméticos à prova d´água, principalmente máscara para cílios e delineador. Tudo bem usá-lo na área ao redor dos olhos, naturalmente mais ressecada que a face. No restante do rosto, o melhor é retirar a maquiagem lavando com sabonete específico para pele oleosa.


P. Quero usar filtro solar, mas a maioria das fórmulas pesa na minha pele. O que eu faço?
R. Além dos produtos em texturas mais fluidas, existem filtros capazes de bloquear a radiação ao mesmo tempo em que controlam a secreção de sebo e deixam a pele com aspecto opaco. Outra alternativa é aplicar (e reaplicar durante o dia) pó facial com FPS, que protege e matifica a pele.


P. Passo adstringente várias vezes por dia, para aliviar a sensação de pele pegajosa. Está certo?
R. Não, pois o exagero (seja no uso de adstringente, seja na limpeza com sabonete) pode levar ao efeito rebote: as glândulas sebáceas passam a produzir mais gordura para repor a barreira de proteção que foi removida. Lavar o rosto duas vezes diariamente - de manhã e à noite - é o suficiente. Se você se sentir incomodada, pode utilizar folhas antibrilho para enxugar a oleosidade ao longo do dia.


P. Posso lavar com sabonete esfoliante todo dia, para remover os cravinhos que incomodam?
R. Não. Além de eliminar apenas os cravos superficiais, a agressão do processo pode levar ao efeito rebote. A esfoliação serve para retirar as células mortas e as impurezas da pele, deixando-a mais lisinha - pode ser feita dia sim, dia não, com um esfoliante suave. Quanto aos cravos, o melhor é removê-los com uma limpeza de pele feita no consultório da dermatologista a cada um ou dois meses.


P. Maquiagem cremosa pode piorar o problema?
R. Sim, principalmente se o produto - base, blush ou corretivo - for muito espesso ou oleoso. Além de depositar sobre a pele, obstrui os poros e pode provocar acne. O ideal é procurar cosméticos fluidos, oil free, em pó e, de preferência, próprios para pele oleosa.


P. O que eu como influencia na oleosidade da pele?
R. Sim. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, a principal vilã da pele oleosa não é a gordura, e sim os carboidratos refinados, como pão, macarrão e biscoitos feitos com farinha branca, além dos doces em geral. Eles elevam rapidamente os níveis de açúcar no sangue e a secreção de insulina, o que estimula as glândulas sebáceas.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Marcha das vadias: ela é mais importante do que parece

protesto
Aconteceu neste sábado (4) em São Paulo a primeira Slut Walk brasileira. Slut Walk é uma marcha mundial de mulheres contra o machismo. No Brasil ganhou o nome de Marcha das Vadias. A primeira caminhada de protesto com esse nome aconteceu em Toronto, no Canadá, em abril, depois que um policial disse às estudantes de uma universidade que elas não deveriam se vestir como vadias (sluts) quando frequentassem o campus como forma de evitar os crimes sexuais. Indignadas, elas vestiram os maiores decotes e as menores saias e saíram às ruas para protestar.
A marcha já aconteceu em mais de 70 cidades e finalmente chegou ao Brasil depois da redatora curtibana,Madô Lopez, de 28 anos, criar uma página para o evento no Facebook. "Acho que faz todo o sentido ter uma marcha dessa em um país machista como o Brasil", diz. Não faz muito tempo, o Brasil assistiu - em parte perplexo, em parte aplaudindo - uma estudante loira ser vaiada e quase linchada em uma universidade porque usava um vestido justo e curto. Todos lembram.




A marcha é um protesto contra a mentalidade, tão antiga quanto disseminada, de que a mulher é a verdadeira causadora da violência sexual da qual é vítima. Está presente na cabeça dos agressores: "ela estava de saia curta", justificativa comum nos depoimentos de estupradores; dos delegados "como você estava vestida quando foi abordada pelo estuprador? de saia? então pode voltar pra casa" (e é por isso que foram criadas as delegacias da mulher); e das próprias mulheres - quem nunca ouviu um comentário jocoso sobre o decote escandaloso da vizinha?






Se pararmos para pensar nesse debate com atenção, surge rapidamente a dúvida: será que as vítimas de violência sexual também se sentem culpadas pelo estupro?


"Sim, todas", diz a psicóloga Ana Paula Mullet Lima, da Universidade Federal de São Paulo, que trabalha no atendimento de mulheres estupradas. "Sempre se perguntam por que com elas, o que fizeram para merecer aquilo. Nosso trabalho é fazê-las entender que foram vítimas de uma doença social, que vê a mulher como objeto passível de uma violência desse tamanho. É um processo longo e doído. A violência sexual desintegra a vítima, que foi literalmente invadida. É muito humilhante. Essas situações não envolvem só a penetração. Tem todo um terror. Muitas vezes os agressores estão armados e dizem que vão matá-las durante o ato e até chegam a urinar em cima delas. Elas sentem vergonha, querem esquecer aquilo e não procuram tratamento. Só vão procurar ajuda quando estão completamente destroçadas: deprimidas, paranóicas".
A recuperação dessas vítimas, segundo Ana Paula, fica ainda mais difícil quando os parentes e amigos também duvidam da responsabilidade delas sobre o estupro. "Quando elas engravidam do agressor, é comum que os namorados e maridos as deixem. Questionam o estupro, dizem que o filho é de um amante. Acontece em todas as classes sociais". O caminho para mudar essa mentalidade no Brasil é longo. Alguns passos foram dados neste sábado, na avenida Paulista.


domingo, 5 de junho de 2011

Saiba como os cosméticos orgânicos podem ajudar o seu cabelo


A onda de cosméticos para cabelos ecologicamente corretos invade as prateleiras. Xampus e condicionadores orgânicos, cremes de tratamento sem ingredientes sintéticos, produtos sem sal. Como escolher?

Para a dermatologista Isabel Martinez, da clínica Martinez, o uso de cosméticos orgânicos está, hoje, mais atrelado a uma filosofia de vida. “Há a essência do motivo de ser orgânico. Não acho que será um momento passageiro".


 Por mais que existam diferenças entre os cosméticos comuns e orgânicos, ainda é cedo para afirmar o impacto destes produtos no corpo, acredita a médica: "precisamos de mais estudos". Já para o meio ambiente é ótimo, uma vez que substâncias sintéticas, ou derivadas de petróleo, não biodegradáveis, são muito prejudiciais.



Como os cosméticos podem ser aliados

“O xampu sem sal funciona, deixa o cabelo mais leve”, afirma Isabel. A dermatologista ressalta que ainda assim, ele pode não ser a salvação para as madeixas. Tudo depende do que o seu cabelo precisa. “Se você precisa de produtos com maior componente hidratante não é só o xampu com sal que deixará o seu cabelo bonito. É a somatória: também precisa usar hidratantes na ponta dos cabelos, usar máscaras com produtos naturais, como a babosa”Vale também investir nos condicionadores que seguem essa linha. 
Entre as adeptas dos produtos naturais há quem adote o sabão de coco para lavar os cabelos. O coco é bom para o cabelo, mas o sabão de coco resseca. O ph do sabão tira a oleosidade. É bom para o couro cabeludo, mas não para o cabelo”, diz ela.

Os cuidados



Na hora de comprar, veja se o produto está certificado por instituições como o Instituto Biodinâmico (IBD).  “Tem que ver se está dentro das normas de qualidade, sustentabilidade, se o produto é realmente um cosmético orgânico. E não só o produto em si, mas a embalagem também”. 


E não é por ser orgânico que não causa reações alérgicas


 “Os orgânicos não têm corantes, fragrâncias, que podem causar alergias, mas isso não o isenta de causar uma reação alérgica por causa de plantas, por exemplo”. 

Depilação: escolha o melhor método para você

A depilação é uma necessidade dos dias atuais. Seja por estética ou por higiene, cada pessoa tem uma maneira de eliminar os pelos indesejáveis. Mas, para manter a pele sempre saudável e lisinha é preciso tomar certos cuidados. A escolha de produtos e de métodos adequados para o seu tipo de pele são alguns deles. 

Depilação com ceras

A depilação com cera é a mais utilizada pelas brasileiras. E também a que mais gera dúvidas relacionadas à manchas, irritações e flacidez.  A dermatologista Mariana Barbato explica que as manchas na pele não estão ligadas à depilação em si. “Isso só acontece quando o produto utilizado contém algum ingrediente ácido, como o limão, por exemplo,” explica. Para evitá-las, basta escolher ceras neutras.  

Não use cremes ou desodorantes depois de qualquer procedimento depilatório. “Eles podem conter álcool e outras substâncias que irritam a pele e provocam o escurecimento da região”, destaca a médica.  

Outra dúvida muito comum relacionada à depilação com cera é a flacidez. Segundo a especialista, isso é mito. “Se feita de forma adequada, isto é, com produtos certos e movimentos precisos, a pele não ficará flácida”, garante.  

Depilação a laser

Não existe um método definitivo de depilação. Isso porque em função de distúrbios hormonais, entre outros fatores, os pelos podem acabar crescendo novamente. Entretanto, já existem maneiras de diminuir a aparição deles.  A depilação a laser é eficiente e duradoura. “Cerca de 92% dos pêlos são eliminados com esse método. Os que resistem são os mais finos, com menor concentração de melanina, pigmento do pelo que capta o laser e destrói a raiz pela ação do calor”. De acordo com a médica, são necessárias cerca de cinco sessões para obter o resultado desejável. “Depois disso, uma manutenção anual é o suficiente para manter a região livre de pelos”, completa.    

Depilação com linha

Esse é o método menos agressivo. Por não fazer uso de produtos químicos, ele evita que a pele fique muito irritada. É ideal para áreas do rosto, como buço e sobrancelha. O intervalo para depilação feita com esse procedimento é o mesmo para os demais: aproximadamente 15 dias. 

Lâminas de barbear

Dependendo da forma que é feita, essa depilação pode causar alergia em virtude do contato da pele com substâncias que compõem o metal das lâminas. Por simplesmente cortar o pelo e não agir na raiz, esse método os deixa visivelmente mais grossos. 

Boa alimentação ajuda no combate à celulite


                "As guloseimas ficam na berlinda quando o assunto é celulite.
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Hábitos alimentares errados agravam o problema. Por isso, escolher alimentos saudáveis e usar suas propriedades a seu favor pode ajudar no combate aos furinhos.


“A celulite é relacionada a fatores genéticos. Porém sempre existe possibilidade de melhora e maneiras de atenuá-las”, explica o nutrólogo Cristiano Merheb
A alimentação e o sedentarismo são os principais causadores do problema, segundo o médico.

O consumo de alimentos industrializados, com substâncias sintéticas, produz radicais livres. De acordo com a nutricionista Luciana Ayer, a má alimentação influencia no surgimento de inflamações no corpo, inclusive a celulite. 

Por mais que a alimentação possa ajudar, Luciana frisa que não há soluções milagrosas. “Não há uma fórmula linear do tipo 'coma isso, e acabe com a celulite'”.

Evite:

O nutricionista Carlos Pirazzo enumera os vilões: “alimentos industrializados, ricos em sal, conservantes e produtos químicos, pobres em água e em micronutrientes. 
Exemplos são os enlatados, congelados, embutidos, refrigerantes, biscoitos tipo snack e bebidas alcoólicas. Alimentos ricos em gordura, como batatas fritas e carnes gordas também são contraindicados. E os ricos em açúcar simples, como doces”.

Cuidado com os sucos processados, que podem ter conservantes. "Já os refrigerantes, guaranás naturais e mates apresentam conservantes e a cafeína, que contribui para a perda na absorção de alguns nutrientes”.

Aposte em:

Frutas e verduras ricas em líquidos e fibras solúveis

 A maçã é um ótimo exemplo, por ser rica em pectina, uma fibra importante na neutralização das toxinas e gorduras em excesso na circulação”, explica Carlos. Banana e goiaba também são ricas em fibras. "E as hortaliças verdes escuraspor conterem mais líquido e clorofila”.
 Ele destaca também os alimentos ricos em selênio e vitamina E, por possuírem propriedades antiinflamatórias, como as castanhas do pará, gérmen de trigo, arroz integral, vegetais folhosos e legumes. Luciana acrescenta a esse grupo a linhaça e o gengibre.


Proteínas magras, ovos com menos gemas

 A cada quatro ovos, duas gemas”, diz Cristiano. Ele ainda libera chocolate amargo e sem açúcar.


Água é fundamental

 “A água otimiza os processos de desintoxicação e de limpeza”, diz Luciana. Cristiano também recomenda água de coco. E sucos naturais são ótimas escolhas, sem esquecer que eles têm calorias.
  Entre as bebidas alcoólicas, Cristiano destaca o consumo de destilados como uísque, vodka e tequila, que são menos prejudiciais do que a cerveja.

Dieta balanceada

 O quanto de alimentos é preciso consumir? Carlos explica o cardápio que abrange os nutrientes necessários. “Ter uma alimentação colorida, que fornece todos os nutrientes de que necessitamos. No mínimo de três a quatro porções de frutas por dia, quatro a cinco porções de hortaliças. Duas porções de alimentos integrais, como arroz, pães, sementes e farelos (ex. linhaça, aveia, trigo). Duas castanhas do pará. Além de dois litros de água”.

Sem milagres

Cápsulas, chás naturais que prometem acabar rápido com a celulite são desacreditados pelos especialistas. “Não acredito na grande maioria dos produtos que existem no mercado mesmo que utilizados como coadjuvantes a um tratamento, que dirá de forma isolada”, diz Cristiano.